O brasileiro lidera o ranking de permanência na Internet, com 23 horas e 51 minutos por mês, informou o presidente do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) e diretor-geral do Terra, Paulo Castro. “É a segunda mídia mais abrangente do Brasil. Só perde para a TV aberta”, disse.
O volume de horas mensais do usuário brasileiro representa três horas a mais que os franceses e quatro horas a mais que os norte-americanos. “O brasileiro se relaciona de forma bastante animada com a rede, até pela sua forma comunicativa”, explica Castro. “A Internet tem participação superior à de muitos outros países. O MSN tem o dobro de contatos que a média mundial”.
Segundo o presidente da IAB Brasil, o mercado de Internet no País tem crescido de forma a atingir uma previsão de 25 milhões de usuários únicos no final de 2008. Em dezembro do ano passado, dados do Ibope apontavam a existência de 21,3 milhões de visitantes únicos com conexões a partir das residências.
Ainda de acordo com o Ibope, em números absolutos, 40 milhões de pessoas acessaram a Internet em 2007. Isso representa uma população de Internet no Brasil maior que a população total da Argentina ou ainda mais usuários que a França, a Alemanha ou a Itália.
“É a sexta maior população de Internet no mundo. É um meio eletrônico de massa e alta cobertura”, avalia o presidente da IAB Brasil.
O crescimento dos acessos à web, explica Paulo Castro, é justificado pelo aumento do volume de venda de computadores, do uso da Internet fora de casa, como em escolas, universidades, trabalho, casa de amigos e lan houses, além de uma política do governo federal de redução de impostos para a aquisição de computadores. Castro aponta ainda a baixa do dólar e o aumento da disponibilidade de crédito como propulsores do aumento da venda de PCs.
Entre os brasileiros, a chamada classe C foi a que mais cresceu em participação na Internet. Em 2008, a estimativa é que 40% do uso da web seja feito pela classe C e 13% pelas classes D e E.
“Sempre tivemos uma Internet mais elitizada. A principal mensagem (desses novos dados) é que gente sempre teve como discurso de barreira de uso na Internet o fato de ela ser elitizada. Isso não é mais verdade. Existe barateamento e melhor condição de acesso. A Internet é vista como uma ferramenta de promoção social, não só como de inclusão digital“, explicou Paulo Castro.
O uso de banda larga também cresceu e já beira os 80%. No ano passado, 78,8% dos acessos residenciais foram feitos por banda larga, e a estimativa para 2008 é que este valor chegue a 82%.
Investimentos publicitários – Apesar do crescimento de acessos à Internet, o meio digital responde apenas por 3,2% dos investimentos publicitários. Em 2007 foram R$ 527 milhões de investimento na mídia online, 46% a mais que em 2006.
Até o fim deste ano, as projeções são de que os investimentos cheguem a R$ 712 milhões ou 3,5% dos investimentos publicitários.
Terra